segunda-feira, 11 de março de 2013

Morrendo aos poucos (Tony Lopes)


Morrendo aos poucos e vendo os papeis em branco serem preenchidos com números e nomes que não me dizem nada que não me representam que não me consolam nem me compreendem. Morrendo aos poucos e cumprindo ordens sem nexo sem logica sem ritmo e sem poesia. Ordens medonhas bizarras que se multiplicam em funções burocráticas e inúteis.

Morrendo aos poucos e tendo de sorrir para os imbecis para os idiotas para os companheiros dessa viagem sem volta rumo ao abismo dos papeis timbrados. Morrendo aos poucos enquanto os inimigos ocultos fingem entender o que se passa aqui nesta jaula sem grades que me mantem refém desta maquina insana que move e tritura todos que ousam usa-la.

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